Inteligência Emocional - 06/01/2020 - 07:49

COMO DEIXAR DE FAZER ESFORÇO PARA CONSEGUIR O QUE QUER

COMO DEIXAR DE FAZER ESFORÇO PARA CONSEGUIR O QUE QUER

Ocorre que, muitas vezes, o sim e o não atuam simultaneamente em relação a uma mesma área da vida. Quando a corrente afirmativa se move livremente, você se sente com sorte, do contrário, percebe que as coisas não andam. Por exemplo, se a corrente afirmativa está atuando na sua vida financeira, as coisas acontecem facilmente e dinheiro para você não é um problema. Com pouco esforço grandes coisas acontecem e você se sente com sorte nessa área.

Quando a corrente negativa está predominando, você se esforça, se esforça e parece que não sai do lugar. Faz tudo que está ao seu alcance mas não vê como o dinheiro desaparece. Por mais que tente controlar o fluxo do dinheiro, quando chega o fim do mês você está no vermelho e nem sabe como ficou devendo. Por quê? Porque o não atua majoritariamente, de uma maneira inconsciente, e você não vê onde se trai, não percebe onde se sabota. E, como você não percebe, acaba caindo em outra armadilha da natureza inferior, que é se acreditar uma vítima.

“Por mais que tente controlar o fluxo do dinheiro, quando chega o fim do mês você está no vermelho e nem sabe como ficou devendo. Por que?”

Você começa a procurar culpados por suas dificuldades e se distrai com esse jogo de acusações, que funciona como um encantamento para te deixar preso na mente ou nas emoções, já que muitos pensamentos e emoções são criados para sustentar a história de que você é uma vítima, que está sendo injustiçada e que existem culpados pelo fato de você estar preso nesse lugar.

E o que determina o percentual de sim e de não nas diferentes áreas da vida, é o karma.

Às vezes, você tem um nó kármico que determina que o não esteja na sua vida afetiva. Você não percebe como se sabota, como destrói as oportunidades de ter uma relação saudável, porque existe um ponto cego.

O não cega a sua percepção e você não percebe o que faz para gerar uma situação que odeia, que te enche de vergonha, e aí, muitas vezes, a única forma de aliviar a vergonha e o desconforto é acusar o outro, porque não consegue perceber o que faz para se colocar naquele lugar tão desagradável. É muito mais fácil você acreditar ser uma vítima e acusar o outro.

O processo de identificação desse sabotador da felicidade não é tão simples, você precisa muito querer ver. Você tem que estar realmente comprometido com a verdade. Tem que estar disposto a ferir sua vaidade e admitir que é você quem está se colocando no inferno.

Você queria estar num lugar diferente, mais livre, mais resolvido, mas precisa admitir que tem áreas em sua vida ainda com pendências. Enquanto não quiser ver, a corrente negativa irá atuar inconscientemente por você, mostrando a sua grande inabilidade para lidar com ela, para lidar com esse não.

Um aspecto da inabilidade é você, até mesmo, não acreditar que existe esse não aí dentro.

Parece algo insano – como pode haver um não para isso que eu sei que quero tanto? – mas esse não é tão concreto quanto uma mesa. É também uma criação da mente, um aspecto do corpo ilusório, mas com o qual você está identificado e por isso mesmo, se torna algo real e concreto. E você só se liberta dessa identificação tomando consciência dela, não tem outra maneira.

“Por que existe essa contradição em mim?

Eu quero ver. Eu me comprometo a ver. Que venha para o campo aberto. E vai firme na sua oração, batendo na porta da verdade…”
Tomar consciência do não em relação a isso que você conscientemente deseja é o início do processo de elaboração e de transformação dessa dificuldade, porque quando você se move em direção à compreensão desse não, muitas coisas podem surgir. Talvez você descubra que não é mesmo para você conseguir isso que está querendo, talvez seja somente um capricho do seu ego, talvez seja só uma obstinação para satisfazer uma vaidade.

Às vezes, tem forças maiores que estão além do que você consegue imaginar, dando sustentação para esse não. Seja o que for, é preciso começar de algum lugar esse processo de transformação, e o ponto de início é tomar consciência desse eu sabotador da felicidade.

Uma forma de se aproximar do não, que precisa ser reconhecido e identificado com bastante nitidez, é observando as contradições que te habitam. Porque, mesmo que normalmente ele esteja em um lugar inconsciente, se você estiver atento, conseguirá perceber algumas vibrações desse não que se manifestam na forma de contradições, quando você quer e não quer a mesma coisa.

Vá atrás das fundações desse não.

Vá atrás de identificar as crenças que estão por trás desse não, as histórias que você contou para si mesmo e que estão dando sustentação para esse não.
Ao olhar dessa maneira, você pode encarar todas as dificuldades como oportunidades de crescimento. Oportunidades para se libertar desses nódulos kármicos, oportunidades de fechar as contas com o passado. Em outras palavras, oportunidades de subir, de ascender.

E, se não está subindo, é porque você não está conseguindo lidar com a situação. E aí, você vai ter que respirar fundo e olhar para as contradições presentes em sua vida.
Por que existe essa contradição em mim? Eu quero ver. Eu me comprometo a ver. Que venha para o campo aberto. E vai firme na sua oração, batendo na porta da verdade, procurando ver a sua responsabilidade nesse conflito. Não caia no jogo da acusação, não caia nessa distração, isso é perda de tempo. Ao se perceber caindo de novo, por causa do vício, respira, dá uma volta e retorna para o ponto.

Por que eu estou me colocando nesse lugar? O que estou me negando a aprender? O que estou me negando a mudar, desapegar e transformar dentro de mim? E aí, você vai indo. Na medida em que vai identificando, você também vai elaborando e transformando a situação. Você começa a sentir o frescor do vento, começa a perceber a leveza, começa a perceber a possibilidade de se harmonizar com a lei do mínimo esforço.

Outra chave nesse processo é observar em que áreas há insatisfação ou repetições negativas, já que essas são portas de entrada para o inconsciente. Se elas estão aparecendo em sua vida, vá explorar o que está te segurando e fazendo com que se esforce tanto para conseguir algo.

Assim, meu amado amigo, compreendemos uma das razões de estarmos aqui, que é nos tornarmos exploradores da consciência. E, ao explorar a consciência, inevitavelmente temos que dar conta de transformar o não em sim. Esse material inconsciente precisa se tornar consciente. E, se você olha a partir desse ângulo, você vai achar que a vida é sua amiga, porque mesmo as dificuldades são somente uma forma de te empurrar para frente e para cima. A vida é sua amiga, é assim que eu vejo.

É isso que eu tinha para lhe dizer hoje. Que você possa se alinhar com a lei do mínimo esforço, que é se alinhar com a corrente afirmativa, com o sim para a vida.


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